O gato é um animal misterioso que logo desde o início fascinou os seres humanos, chegando mesmo a tornar-se um “objeto” de culto para algumas civilizações. Estes seres de 4 patas fazem-nos companhia à mais tempo do que se pensa! São animais independentes, mas domésticos, muito carinhosos e que deixam os seus donos rendidos ao seu olhar e miar.

É fundamental perceber de onde é que eles vêm, entender a sua história e conhecer os seus antepassados e origens.

A evolução dos gatos até aos dias de hoje!

Se retrocedermos até, aproximadamente 65 milhões de anos atrás, no Período Cretáceo, iremos encontrar o Dinictis, um gato predador que parecia uma mistura entre um gato e um furão, que é identificado como o primeiro felino identificado por meio dos fósseis.

Os nossos gatos domésticos são todos descendentes de uma única subespécie dos gatos selvagens (Felis Silvestris Lybica), que é da família dos leões e dos guepardos, mas menor, e foram estes que se cruzaram com os seres humanos. Com o cruzamento entre espécies ele ficou mais pequenos e mais dóceis com os humanos.

Os sinais mais antigos que temos da relação entre gatos (o gato selvagem) e com os seres humanos foi à 12 a 10 mil anos atrás, na ilha de Chipre. Pensa-se que o início da domesticação deles foi através de agricultores que utilizaram o instinto felino para caçarem camundongos, ratos e outros roedores, para que estes não destruíssem as plantações de cereais nem comessem os alimentos que estavam armazenados. Assim, os gatos acostumaram-se a esta situação, e tornaram-se mais dóceis e acessíveis ao contacto humano. Esse é o princípio básico de domesticação e da origem dos gatos atuais.

Como foi referido em cima, a relação dos gatos com a civilização tornou-o mais manso e dócil. Com o tempo a raça foi evoluindo e começou a viver mais tempo, e em alguns milhares de anos deram origem a uma nova espécie nova, o Felis catus, o nosso gato doméstico. Com essa evolução, o gato, ficou mais pequeno e o cérebro diminui-o de tamanho (isso também aconteceu na evolução do lobo para o cão), pois a vida dentro de casa requer menos habilidades cognitivas.

Mesmo que o cérebro seja mais pequeno, a sua inteligência aumentou ao longo da evolução, pois, para além de tudo aquilo que adquiriram dos seus ancestrais, tiveram que aprender também a comunicar com o ser humano e é por aí que a domesticação dos felinos começa. Eles foram aprendendo que a comunicação com os humanos lhes podia trazer várias regalias. Não significa que os gatos selvagens não saibam miar, mas esta nova raça de gato aprendeu que se fizer sons mais suaves consegue cativar mais a atenção dos humanos, assim como ronronar.

Essa comunicação entre gato e humano, criou uma ligação tão forte e familiar, que durante um período muito importante na história da humanidade, os gatos tornaram-se deuses.

As pinturas, estátuas e gravuras, encontradas no antigo Egipto mostram que a relação dos gatos com os Egípcios passou-se à 5 mil anos atrás. Os elementos que foram encontrados indicam que eles eram venerados e considerados animais sagrados. A deusa Bastet é a deusa da fertilidade e da felicidade, é também considerada a protetora do homem e benfeitora. Ela era representada num corpo de mulher com a cabeça de um gato e estava sempre rodeada por gatos em seu redor.

O amor que os egípcios tinham por esse animal era tão intenso que tinham leis que proibiam a exportação deles, ou seja, se encontrassem um viajante a traficar algum gato era punido com a pena de morte. Isso também se aplicava a quem matasse este animal. Os donos dos gatos, quando eles morriam, deviam utilizar roupa de luto.

Mesmo com esta lei, alguns felinos foram, clandestinamente, transportados para outros locais, fazendo assim, que a sua popularidade aumentasse. Quando chegaram à Pérsia antiga, aí também passaram a ser adorados. Não eram venerados como no Egipto, mas respeitados. O povo Persa acreditava que quando os gatos eram maltratados, corriam o risco de estarem a maltratar um espírito amigo que foi criado especialmente para fazer companhia ao ser humano durante a sua estadia na Terra, e assim, de certo modo, estariam a prejudicar-se a si próprio.

Na civilização romana e grega o gato também aparecia associado a diversos deuses, por exemplo, na Afrodite, deusa do amor e símbolo de feminilidade, e a Diana, a deusa da caça. Já nas lendas nórdicas, a deusa da fecundidade, Freia, está no seu carro a ser puxada pelos gatos e, mesmo em outras pinturas, está sempre rodeada de gatos.

Durante vários séculos, na Europa Cristã, os gatos estavam também num patamar privilegiado, pois eram caçadores natos e controlavam as pragas da altura.

Temos como exemplo a Peste Negra, onde morreram milhares de pessoas, o gato foi muito respeitado pelos seres humanos, uma vez que era um excelente caçador de ratos, e assim foi um dos principais elementos na eliminação da doença. Era também um animal que estava sempre nos barcos e nos campos agrícolas, uma vez que caçava os roedores que destruíam os alimentos armazenados. Nas embarcações estes felinos eram conhecidos como “gatos de navios”, para além de controlarem as pragas também faziam companhia aos marinheiros.

Com o passar do tempo, o gato passou a ser um animal de luxo (devido à sua beleza e classe), pois, quem tivesse este patudo como animal de estimação significava ostentação. Eram também a companhia de luxo das Damas em certas atividades sociais.

Atualmente, o gato, também ocupa o lugar de “melhor amigo do homem”, pois é um dos animais domésticos mais popular do mundo. Fazem companhia à população de quase todas as culturas, pois exige menos esforços com os cuidados diários e vive tranquilamente num espaço mais pequeno.

Esperamos ter ajudado a perceber a origem dos gatos!!

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